Será que o mundo muda amanhã?
Estavámos no trabalho, sem nada para fazer, fomos para a net e começámos... Um blog!
Mas seria este só mais um entre muitos, como se se tratasse de um recém-nascido numa família alargada ao tamanho do mundo? Provavelmente sim e ainda bem. Esta casa não gostaria que fosse de outra maneira, estaríamos demasiado visíveis a todos os focos cancerígenos encapotadamente emanados em mapas mensais por marcelinos, jesuínos, jacobinos e outros beduínos (peço desculpa aos últimos pela inusitada comparação), e a isso, com franqueza, nem as sombras da escuridão na mais assombrosa mansão desejam. Aliás, a melhor estratégia para se passar despercebido a estes três reis magos dos marcianos tempos modernos (membros únicos de "A Coisa") é ignorá-los. Simplesmente. E nem podem alegar tratar-se de pouca ética profissional, é apenas recorrer ao mesmo princípio que eles aplicam. Custa um bocadinho ao princípio, porque não é inato, mas depois começamos a gostar. Dá um certo gozo jocoso.
Sendo este o primeiro de alguns (muitos?) posts que serão lançados regularmente neste blog, não pretendo desde já abarcar de um só gole todo este mundo edificado ao longo de pesarosos séculos, até porque me falta o estômago para tanto, nem afastar-me muito do tema de hoje. Aliás, fique o leitor descansado porque a resposta é não; o mundo não vai mudar amanhã. Nem depois. Amén! Eu próprio considerava isso indesejável. Nunca aspirei a mudar o mundo e suicidar-me-ia caso me admitisse tamanho feito. O mérito não me pode ser reconhecido, apenas caí no mesmo saco da ignorância deste enorme aspirador de cérebros. Só que, graças a ser aspiração recente, ainda não houve tempo para me sugarem totalmente a massa cinzenta. E, por isso, consigo ainda ter umas ideias clarividentes. Durarão muito? Desconheço as forças da minha resistência passiva face a esta "alien abduction" de contornos ocultos. Mas "A Coisa" anda à solta, não dá tréguas e manobra-se com desenvoltura ao abrigo do seu disfarce perfeito: marcianos num país que acredita na sua existência e, pior, crê serem seus parentes afastados. Marcianos entre pseudo-marcianos... Deste modo, podem operar secretamente sem medo de serem descobertos porque, se o forem, tomam o seu comportamento como "normal". E eles bem tentam impor a sua norma, estupidificando-nos através de circulares internas, e-mails e, mais imponentemente, em cursos de formação. "Viva a norma!" - dispõe-se nas normas legais, apresentações e reuniões. Por escrito ou oralmente. Na certeza de que o seu mundo não acaba amanhã, apenas poderá mudar de local...


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